A Lua Cheia de Perigeu, comumente chamada de Superlua, será visível neste sábado, 3 de janeiro, às 07h03 (horário de Brasília). Estando a 362.312 km da Terra, a lua apresentará um diâmetro de 32,92 minutos de arco, o que a torna 6% maior e 13% mais brilhante que uma lua cheia comum. No entanto, especialistas afirmam que a diferença será quase imperceptível ao olho nu, desmistificando a ideia de que a lua parecerá significativamente maior.
De acordo com o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a designação de Superlua pode ser enganosa. Embora a lua esteja mais próxima da Terra, a percepção de aumento de tamanho é sutil e, para a maioria das pessoas, quase imperceptível. João Batista Canalle, físico e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), complementa que essa Lua Cheia é apenas uma coincidência, já que haverá duas luas cheias no mesmo mês, sem relevância física significativa.
Os especialistas ressaltam que, apesar do interesse popular pela Superlua, a realidade é que a lua não altera seu tamanho, apenas sua proximidade em relação à Terra. Essa discussão reflete a importância de compreender fenômenos astronômicos de forma precisa, evitando exageros que podem criar expectativas irreais entre os observadores. Assim, a Lua Cheia de Perigeu de janeiro de 2026 se apresenta mais como uma curiosidade celestial do que um evento extraordinário.

