As liquidações do Banco Master, ordenadas pelo Banco Central em novembro de 2025, e da gestora Reag Investimentos, anunciada em 15 de janeiro de 2026, destacam um grave episódio no sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, manipulação de ativos e um esquema de pirâmide que comprometeu a liquidez do banco, gerando preocupações entre investidores e órgãos de controle.
Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master cresceu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários com rentabilidades excessivas. Investigadores revelam que o banco desviou cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de operações com empresas laranja, enquanto a Reag Investimentos facilitava essa dinâmica. A liquidação da gestora foi vista como um desdobramento direto das irregularidades identificadas no Master, aprofundando a crise de confiança no sistema financeiro.
As implicações desse escândalo são profundas, desencadeando tensões entre o Banco Central, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União. A situação levanta questões sobre a eficácia da fiscalização e a governança no setor financeiro, o que pode resultar em mudanças regulatórias significativas. O Fundo Garantidor de Crédito tem a responsabilidade de ressarcir cerca de 1,6 milhão de clientes afetados, mas a complexidade do caso pode prolongar a recuperação dos investimentos.

