Líderes italianos criticam participação da ICE na segurança das Olimpíadas

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A recente decisão de envolver agentes da ICE na segurança das Olimpíadas de Inverno de 2026 em Milão e Cortina d’Ampezzo provocou críticas acentuadas de líderes italianos, que questionam a presença da agência americana. O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, descreveu a ICE como uma “milícia que mata”, enfatizando a rejeição à sua atuação no país. A situação se agrava em um contexto de crescente controvérsia sobre as operações da ICE nos Estados Unidos, onde ocorreram incidentes fatais envolvendo agentes da agência.

Em resposta, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que a ICE atuará apenas em apoio às operações de segurança, sem se envolver em ações de imigração no exterior. Contudo, a desconfiança persiste, especialmente após declarações de políticos italianos, como o ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte, que expressou a necessidade de a Itália estabelecer limites claros em relação à colaboração com os EUA. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, tentou minimizar as preocupações, ressaltando que a função da ICE seria restrita às salas de operações.

As implicações dessa oposição podem influenciar as relações bilaterais entre os Estados Unidos e a Itália, especialmente com o governo atual liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni. A situação também ressalta uma tensão mais ampla em torno da segurança e da política de imigração, que pode afetar futuras colaborações em eventos internacionais. A resistência de líderes italianos à presença da ICE pode resultar em um novo debate sobre como garantir segurança em grandes eventos sem comprometer a autonomia e os valores democráticos do país.

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