Líderes em Davos pedem calma diante das ameaças tarifárias de Trump

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, realizado em 20 de janeiro de 2026, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, enfatizou a importância de que a Europa reaja adequadamente a choques geopolíticos, especialmente em relação às tarifas anunciadas pelo presidente Trump sobre a Groenlândia. Ela classificou essas tarifas como um erro, destacando a necessidade de manter a estabilidade nas relações comerciais. Scott Bessent, um especialista em finanças, também participou da discussão, enfatizando que a narrativa de uma resposta drástica da União Europeia e do Reino Unido não passa de um equívoco.

Bessent afirmou que a mídia está criando uma atmosfera de histeria em relação à situação, sugerindo que é fundamental que os países mantenham a calma e permitam que os eventos se desenrolem. Ele comparou a atual preocupação com tarifações a uma onda de pânico que já foi observada anteriormente, sugerindo que os líderes devem priorizar a continuidade dos acordos comerciais em vez de reações impulsivas. A mensagem central foi a necessidade de uma abordagem equilibrada e racional diante das incertezas econômicas.

As implicações desse debate no Fórum podem afetar as políticas comerciais globais, especialmente se os líderes decidirem ignorar as provocações e focar na cooperação econômica. A pressão sobre a administração Trump para reavaliar suas estratégias tarifárias poderá aumentar, impactando as relações comerciais entre os EUA, a Europa e outras nações. A mensagem de von der Leyen e Bessent reflete uma tentativa de estabilizar as tensões comerciais e promover um diálogo construtivo em um cenário internacional incerto.

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