Familiares de centenas de presos políticos na Venezuela se reuniram nesta quinta-feira (8) em centros de detenção, esperançosos pela libertação de seus entes queridos, conforme anunciado pelo governo. Um primeiro grupo de familiares chegou à prisão de El Helicoide, em Caracas, onde a ativista Rocío San Miguel está entre os libertados. O pai de um dirigente do partido Vente, Atalí Cabrejo, aguarda ansiosamente notícias sobre seu filho, detido e acusado de terrorismo desde janeiro de 2024.
O anúncio foi feito pelo chefe do Parlamento, Jorge Rodríguez, que não revelou o número de libertações. A notícia foi bem recebida por ativistas e pela Casa Branca, que considera o ato um reflexo da influência do presidente americano sobre o governo interino da Venezuela. Os familiares, muitos deles angustiados, se aglomeram nas entradas das prisões, buscando informações, enquanto ONGs relatam que há 806 presos políticos no país, resultado de repressões em protestos após a eleição de Maduro em 2024.
A expectativa é alta, especialmente na prisão Rodeo I, onde estrangeiros também estão detidos. A sensação de esperança é palpável, já que muitos familiares não viam seus entes há meses, e a possibilidade de libertação representa um alívio em meio ao clima de tensão. A situação reflete a luta contínua pela liberdade e os desafios enfrentados por aqueles que se opõem ao regime venezuelano.

