Líbano condena bombardeios israelenses e teme escalada do conflito

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, o presidente libanês, Joseph Aoun, denunciou os bombardeios israelenses que atingiram o sul e o leste do Líbano na véspera. Aoun afirmou que essas ações israelenses minam os esforços para evitar uma escalada no conflito entre os dois países. Israel alega que os ataques tinham como alvo militantes do Hezbollah e do Hamas.

Os bombardeios iniciaram-se em quatro localidades, com ordens de evacuação emitidas por Israel, seguidas de ataques subsequentes sem aviso prévio. O presidente libanês ressaltou que os ataques visam frustrar as tentativas de resolução no nível local e internacional, especialmente após um cessar-fogo estabelecido em novembro de 2024. A situação é agravada pela pressão dos Estados Unidos sobre o governo libanês para desarmar o Hezbollah, que se encontra debilitado após longos combates.

Os conflitos recentes entre Israel e o Hezbollah estão intimamente relacionados à guerra na Faixa de Gaza, onde o Hezbollah é um aliado do Hamas. A escalada das hostilidades no Líbano traz preocupações sobre um novo ciclo de violência na região, que já enfrenta tensões significativas. A resposta do Líbano a esses ataques e a dinâmica geopolítica envolvida continuarão a ser monitoradas de perto pela comunidade internacional.

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