Kiev enfrentou uma crise severa na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, após intensos bombardeios russos que deixaram metade de seus prédios residenciais sem calefação e resultaram na morte de pelo menos quatro pessoas. O prefeito Vitali Klitschko pediu aos moradores que consigam fazê-lo que deixem a cidade temporariamente em busca de abrigo aquecido, à medida que a temperatura caía para cerca de -8°C.
Os ataques provocaram danos significativos à infraestrutura crítica da capital ucraniana, com a empresa de eletricidade DTEK relatando que 417.000 residências estavam sem energia. Além disso, aproximadamente 40 prédios foram danificados, incluindo 20 residenciais e a embaixada do Catar, conforme declarado pelo presidente Volodimir Zelensky. A Rússia, por sua vez, alegou ter atacado alvos estratégicos em resposta a um suposto ataque ucraniano, intensificando o clima de tensão na região.
As repercussões do ataque levantam preocupações sobre a segurança na Europa e a necessidade de uma resposta unificada da comunidade internacional. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia descreveu o bombardeio como um teste para os aliados de Kiev, enquanto a chefe da diplomacia europeia alertou sobre a escalada do conflito. A situação atual reforça a urgência de negociações para um cessar-fogo, que ainda parecem distantes devido à postura da Rússia.

