Khamenei exige ações enérgicas contra insurgentes no Irã

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

No último sábado, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que as autoridades têm a obrigação de ‘quebrar as costas dos insurgentes’. Ele responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas mortes que ocorreram durante a repressão a protestos que eclodiram em 28 de dezembro, motivados por descontentamento econômico. Khamenei, que falava a apoiadores durante uma festividade religiosa, deixou claro que o governo não pretende levar o país à guerra, mas não tolerará ações subversivas.

A repressão aos manifestantes, que o governo iraniano classifica como ‘terroristas’, resultou em um elevado número de mortes, segundo a ONG Iran Human Rights, que estima em pelo menos 3.428 os mortos. A internet no país foi cortada desde 8 de janeiro para dificultar a comunicação entre os cidadãos. Durante seu discurso, Khamenei também criticou Trump, acusando-o de instigar os protestos e de ser culpado pelas perdas humanas e danos ao Irã, que, segundo ele, busca submeter o país a controle militar e econômico.

Enquanto a situação se agrava, as preocupações com o número de mortos aumentam, e a ONG Netblocks relatou uma leve retomada da conectividade na internet após longos períodos de bloqueio. O canal de oposição Iran International indicou um número ainda maior de mortos, sugerindo que a repressão pode ter causado até 12.000 fatalidades. O futuro da situação no Irã permanece incerto, com a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos deste conflito interno.

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