Karen Solie discute arte e crise existencial após ganhar o prêmio TS Eliot

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Karen Solie, poetisa canadense, venceu o prêmio TS Eliot por sua coleção ‘Wellwater’, que aborda questões de perda ambiental e pessoal. Durante uma conversa em Soho, Londres, Solie expressou sua dificuldade em tornar a realidade bela, mencionando o impacto humano do herbicida glyphosate. Seu poema ‘Red Spring’ reflete sobre o agronegócio, citando o caso de Dewayne Johnson, que contraiu câncer após usar o herbicida da Monsanto.

A obra de Solie ressoa com a urgência de integrar a arte às questões sociais contemporâneas. Ela destaca que a poesia não deve ser vista como algo separado dos horrores do mundo ao nosso redor. Essa perspectiva faz eco a poemas contemporâneos que abordam a dor e a luta, lembrando que o medo e a vulnerabilidade são partes legítimas da experiência humana.

A vitória de Solie no prêmio TS Eliot não apenas reconhece seu talento, mas também provoca uma reflexão mais ampla sobre o papel da arte em tempos de crise. Ao reconhecer a realidade e o medo, a poetisa convida uma audiência a manter os olhos abertos para as injustiças do mundo. Assim, sua obra se torna um chamado à ação, unindo a literatura e a consciência social em um momento crítico.

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