Justiça mantém prisão de prefeito acusado de desviar R$ 56 milhões em Turilândia

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A desembargadora Maria da Graça Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão, decidiu manter a ordem de prisão contra o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e sua vice, além de servidores municipais, envolvidos em um esquema de desvio de R$ 56 milhões. A decisão foi proferida em resposta ao parecer da Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão, que recomendava a soltura dos acusados. A Operação Tântalo II, que levou à prisão de diversos vereadores, investiga irregularidades nas áreas de Saúde e Assistência Social, comprometendo os serviços essenciais à população.

As investigações revelam que os envolvidos teriam utilizado empresas de fachada para desviar recursos públicos destinados a contratos que deveriam beneficiar a comunidade. Em sua decisão, a desembargadora destacou a grave situação social de Turilândia, marcada por um baixo IDH e a precariedade dos serviços públicos, como a falta de hospitais e saneamento básico. A situação é ainda mais alarmante considerando que 97,24% da receita municipal provém de transferências da União e do Estado, revelando a dependência financeira da cidade em relação ao governo federal.

Com a manutenção das prisões, a desembargadora reafirmou a necessidade de rigor nas investigações, desafiando a recomendação da Procuradoria que pedia a soltura. A resistência dos promotores do Gaeco em aceitar essa indicação levou a uma crise interna, com pedidos de exoneração coletiva. A situação levanta questões sobre a eficácia do combate à corrupção e a proteção de recursos públicos em um contexto onde as autoridades locais supostamente se enriqueceram à custa da população.

Compartilhe esta notícia