Após um longo período de espera, a Justiça brasileira começa a ouvir, a partir de 23 de fevereiro, os envolvidos na tragédia de Brumadinho, que resultou na morte de 272 pessoas em 2019. Quinze indivíduos, incluindo ex-diretores da Vale e funcionários da TÜV SÜD, enfrentarão as audiências na 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, com previsão de conclusão até maio de 2027. Este processo é visto como uma oportunidade de responsabilização após anos de impunidade.
O desastre ocorreu em 25 de janeiro de 2019, e, até agora, ninguém havia sido punido criminalmente. A tragédia foi classificada como um “tragédia-crime” pela Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos, que clama por justiça. O caso de Brumadinho é frequentemente associado a outros desastres ambientais, como o de Mariana, evidenciando a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa das operações de mineração e a responsabilidade das empresas envolvidas.
A repercussão do julgamento poderá influenciar não apenas a percepção pública sobre a segurança nas mineradoras, mas também a atuação dos órgãos reguladores. A jornalista Cristina Serra destaca a falta de fiscalização efetiva, o que contribui para a irresponsabilidade nas operações. A sociedade aguarda ansiosamente por desdobramentos que possam levar a mudanças significativas na legislação e nas práticas de segurança no setor.

