Justiça aprova voto híbrido e pode afastar presidente do São Paulo

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

A Justiça de São Paulo decidiu, no dia 14 de janeiro, rejeitar o recurso do São Paulo e determinou que a votação na reunião do Conselho Deliberativo será híbrida, permitindo tanto a participação presencial quanto virtual. Essa reunião, marcada para a próxima sexta-feira, 16, abordará o impeachment do presidente Júlio Casares, que está sob investigação por suposto desvio de verbas. O clube solicitava que a votação fosse realizada exclusivamente de forma presencial, alegando que a modalidade híbrida comprometeria a defesa do mandatário.

O despacho da juíza Mônica Rodrigues Dias de Carvalho indicou que as razões apresentadas pelo clube não demonstraram verossimilhança suficiente para justificar a alteração do formato de votação. Em uma decisão anterior, a juíza Luciane Cristina Silva Tavares já havia determinado que o voto seria híbrido, atendendo a um pedido de conselheiros de oposição. O estatuto do clube exige um quórum mínimo de 75% de presença para a reunião, mas a votação para o afastamento de Casares requer apenas dois terços dos votos.

Caso o Conselho Deliberativo decida pelo afastamento, a decisão será ratificada em Assembleia Geral, onde uma maioria simples é suficiente. Se afastado, Casares também perderá sua posição no clube, diferentemente de um eventual pedido de renúncia, que lhe permitiria permanecer no Conselho Consultivo. A situação atual evoca o caso do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que enfrentou um contexto semelhante em 2015, ao deixar o cargo sob acusações de desvio de recursos.

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