Os juros futuros negociados na B3 registraram uma leve alta nesta quinta-feira, 15 de janeiro, em resposta à abertura da curva dos Treasuries e ao desempenho surpreendente das vendas do varejo em novembro. Nesse contexto, as taxas intermediárias e longas alcançaram máximas intradia, refletindo o impacto dos dados dos Estados Unidos sobre o mercado local. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 subiu de 13,735% para 13,755% no fechamento do dia.
O aumento nas vendas do varejo, que subiram 1% entre outubro e novembro, superou as expectativas do mercado, que previa uma alta de apenas 0,2%. Embora as promoções da Black Friday tenham influenciado os números, a resiliência da renda das famílias foi destacada por economistas como um fator importante para o desempenho do setor. Apenas dois dos dez segmentos analisados apresentaram queda nas vendas, o que indica um cenário otimista em meio a um ambiente de juros elevados.
Economistas estimam que os dados do varejo podem levar o Banco Central a reconsiderar suas decisões sobre a taxa Selic nos próximos meses. Mesmo com a pressão externa, o foco deve permanecer nas condições econômicas internas. Há uma expectativa crescente de que um corte na Selic possa ocorrer mais tarde, possivelmente em abril, caso os dados continuem favoráveis.

