Os juros futuros negociados na B3 experimentaram um leve aumento na tarde de 7 de janeiro de 2026, em meio a um cenário de baixa liquidez e sem direções claras do mercado. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu para 13,685%, enquanto os trechos intermediários e longos se mantiveram praticamente estáveis, refletindo um ambiente de negócios cauteloso. Economistas apontam que a curva pré é a mais afetada pela falta de atividade no início do ano.
Os dados do mercado de trabalho americano, divulgados na mesma data, indicaram uma desaceleração nas novas contratações, influenciando o comportamento das taxas. O relatório ADP mostrou a criação de apenas 41 mil empregos em dezembro, abaixo das expectativas, o que contribuiu para a moderação dos juros. No Brasil, a expectativa recai sobre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o impacto que isso poderá ter nas taxas de juros locais.
A maioria dos analistas projeta um possível corte na Selic em março, embora alguns defendam que isso só deve ocorrer com a inflação dentro da meta. A gestora Santander Asset mantém uma perspectiva otimista para o mercado de renda fixa, considerando o relaxamento monetário nos EUA e a evolução favorável da inflação. A atenção do mercado agora se volta para os dados que serão divulgados e as decisões futuras do Banco Central.

