Jovem afegão morre ao tentar emigrar para o Irã em busca de oportunidades

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

Habibulah, um jovem de 15 anos, faleceu enquanto tentava atravessar as montanhas para trabalhar no Irã, buscando uma vida melhor para sua família no Afeganistão. Sua morte, causada pelo frio intenso em dezembro, ilustra a desesperadora realidade enfrentada por muitos afegãos em busca de oportunidades. A aldeia onde morava, Ghunjan, é marcada pela pobreza extrema, sem eletricidade ou água potável.

A situação no Afeganistão, sob o governo talibã desde 2021, é alarmante, com 21,9 milhões de pessoas necessitando de ajuda humanitária. O aumento da emigração afegã, exacerbado por condições climáticas adversas e a falta de emprego, leva muitos a arriscarem suas vidas em travessias perigosas. Nas últimas semanas, cerca de 1.600 afegãos foram resgatados em tentativas semelhantes, mas outros, como Habibulah, não tiveram a mesma sorte.

As implicações dessa crise humanitária são profundas, com milhões de afegãos buscando refúgio no Irã e Paquistão, frequentemente enfrentando a hostilidade dos governos locais. O ministro afegão de Trabalho e Assuntos Sociais enfatizou a necessidade de facilitar autorizações de trabalho para migrantes, enquanto o governo endureceu a repressão ao tráfico de pessoas. O futuro dos afegãos que permanecem em seu país ou tentam emigrar continua incerto e repleto de desafios.

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