Um novo jogo de tabuleiro intitulado ‘The Troubles: Shadow War in Northern Ireland 1964-1998’ tem gerado críticas acaloradas por parte de grupos de direitos das vítimas. Lançado por uma empresa de jogos dos Estados Unidos, o jogo permite que os participantes simulem conflitos entre o IRA, o exército britânico e a Royal Ulster Constabulary, com a promessa de finalizar o conflito em apenas seis horas.
As organizações de direitos humanos acusam os criadores do jogo de desconsiderar a gravidade e o impacto real do conflito na Irlanda do Norte, transformando uma história de dor e luta em uma mera forma de entretenimento. O conceito do jogo, que envolve elementos de estratégia como plantar bombas e fazer acordos políticos, levanta preocupações sobre a ética de representar eventos históricos tão sensíveis de maneira lúdica.
Essa controvérsia pode ter implicações significativas para a percepção pública do legado dos conflitos na Irlanda do Norte e para a indústria de jogos como um todo. A reação negativa pode levar a um boicote ao produto ou, alternativamente, estimular um debate mais profundo sobre como os jogos podem abordar temas históricos delicados de forma respeitosa.

