Japão avança lentamente na paridade de gênero nas eleições legislativas

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

As eleições legislativas do Japão, realizadas em 8 de fevereiro, revelaram que 24% dos 1.285 candidatos são mulheres, um aumento mínimo em relação ao pleito anterior. Apesar da significativa conquista de Sanae Takaichi, a primeira mulher a chefiar o governo japonês, a sua administração mantém uma composição predominantemente masculina, desafiando suas promessas de promover a equidade de gênero.

A meta do governo japonês é que 35% dos candidatos à Câmara Baixa sejam mulheres até 2025. Entretanto, a participação feminina no Partido Liberal Democrático (PLD), ao qual Takaichi pertence, caiu para cerca de 12,8%, evidenciando a falta de ação concreta para aumentar a representatividade. Especialistas destacam que essa situação é agravada pela recente dissolução da Câmara Baixa, que deixou pouco tempo para a nomeação de candidatas.

Embora o partido Sanseito tenha a maior proporção de mulheres entre seus candidatos, com 43%, a situação geral reflete desafios persistentes na política japonesa. A falta de diversidade e a escassez de candidatas mulheres em vários partidos, incluindo os de oposição, sugerem que a paridade de gênero ainda está longe de ser alcançada no Japão, exigindo uma reavaliação das estratégias políticas.

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