Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na quarta-feira, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, manifestou sua discordância com a abordagem do presidente Donald Trump em relação à imigração nos Estados Unidos. Dimon, um dos poucos líderes empresariais a criticar publicamente as políticas de Trump, enfatizou que a imigração é essencial para o crescimento econômico do país, questionando as recentes medidas de deportação e restrição ao asilo.
O CEO abordou a necessidade de entender quem está sendo alvo das operações do ICE, perguntando se essas pessoas estão legalmente nos EUA e se são criminosas. Ele defendeu a inclusão de imigrantes, afirmando que eles desempenham papéis fundamentais em setores como saúde, turismo e agricultura. Dimon tem um histórico de apoio à reforma imigratória e argumentou que o presidente poderia permitir a cidadania para trabalhadores qualificados.
Além disso, Dimon ressaltou um clima de medo entre os CEOs em relação a críticas a Trump, enquanto analistas de Wall Street observam uma tendência de cautela entre líderes empresariais. Ele afirmou que sua visão sobre imigração e tarifas já foi clara, pedindo uma mudança na abordagem do governo. A declaração de Dimon destaca a crescente tensão entre o setor corporativo e as políticas governamentais, especialmente em um ano eleitoral.

