Itália usa diplomacia para combater repressão no Irã

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, declarou nesta quarta-feira (14) que seu governo fará uso de “todas as armas diplomáticas” para enfrentar a repressão no Irã. A situação no país persa se agravou desde o fim de dezembro, com protestos motivados pela insatisfação popular devido à crise econômica e à forte desvalorização da moeda. Os protestos, no entanto, foram brutalmente reprimidos, resultando em centenas de mortes e na prisão de milhares de civis.

O chanceler italiano ressaltou que a Itália está “profundamente preocupada” com os relatos de violência e mortes no Irã, classificando a situação como “inaceitável”. Tajani também anunciou a convocação de uma reunião no Ministério das Relações Exteriores para discutir a segurança dos cidadãos italianos no Irã e a necessidade de garantir o restabelecimento das comunicações no país. Ele enfatizou que a interrupção das comunicações vai contra os princípios democráticos que a Itália defende.

Ao final, Tajani reiterou a importância de que o povo iraniano possa expressar suas ideias em um ambiente democrático e sem repressão. Ele afirmou que a Itália lidera esforços na Europa e nas Nações Unidas pela defesa dos direitos humanos, incluindo a moratória da pena de morte. A posição italiana foi comunicada de forma clara ao embaixador iraniano em Roma, reforçando o compromisso do país com a proteção dos direitos civis no Irã.

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