Itália critica tarifas dos EUA e defende união entre aliados europeus

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, manifestou sua desaprovação em relação às tarifas de 10% anunciadas pelos Estados Unidos contra países europeus que contribuíram com tropas para a Groenlândia, em uma postagem no X, no último sábado. Crosetto ressaltou que não há razão para comemorar o enfraquecimento econômico de aliados que são parceiros comerciais e industriais significativos.

As tarifas, que afetarão Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido e Finlândia, entrarão em vigor em 1º de fevereiro e aumentarão para 25% em junho de 2026. Em resposta, o presidente francês, Emmanuel Macron, classificou as ameaças tarifárias como inaceitáveis e afirmou que os europeus responderão de maneira unida às medidas de Washington. A Alemanha e a Suécia também se manifestaram, prometendo coordenação nas respostas às tarifas.

As declarações de Crosetto e de outros líderes europeus refletem uma crescente preocupação com as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a Europa. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, destacou que as tarifas foram inesperadas e comprometeram a segurança na região do Ártico. Essa situação poderá afetar as relações transatlânticas e intensificar as discussões sobre a soberania e a segurança na Groenlândia.

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