Equipes israelenses começaram a demolição da sede da Agência da ONU para Refugiados da Palestina em Jerusalém no dia 20 de janeiro de 2026, enquanto gás lacrimogêneo era disparado contra uma escola profissional da ONU em Qalandia, na Cisjordânia. A ação foi parte de uma série de medidas de Israel contra a UNRWA, que fornece assistência a milhões de refugiados palestinos. O governo israelense justifica a demolição sob a acusação de que a agência teria vínculos com o Hamas, uma alegação firmemente negada pela UNRWA.
A UNRWA, que já enfrentou restrições operacionais em território israelense desde o ano passado, continua sendo um elo vital para muitos refugiados palestinos, oferecendo educação e serviços sociais. A demolição da sede em Jerusalém representa uma escalada nas tensões entre Israel e a população palestina, refletindo um ambiente cada vez mais hostil para a assistência humanitária na região. A resposta de Israel sugere uma política de endurecimento contra instituições que considera ameaçadoras à sua segurança.
As implicações dessa ação podem ser significativas, não apenas para os refugiados palestinos, mas também para as relações internacionais envolvendo a questão palestina. A continuação da atuação da UNRWA sob essas condições pode ser questionada, levando a um agravamento da crise humanitária. O incidente ressalta a complexidade e a volatilidade do conflito, exigindo atenção urgente da comunidade internacional para evitar uma deterioração maior da situação.

