No dia 9 de janeiro de 2026, milhares de iranianos voltaram a se manifestar em Teerã e outras cidades, desafiando a repressão do governo e um apagão de internet que já dura 24 horas. As manifestações representam o maior movimento contra a República Islâmica desde 2022, após a morte de uma jovem sob custódia das autoridades. Os protestos, que começaram em resposta ao alto custo de vida, agora clamam abertamente pelo fim do regime teocrático, com gritos de “morte ao ditador” e “morte a Khamenei”.
Os cidadãos, mesmo diante da repressão violenta que resultou em pelo menos 51 mortos, continuam a se unir nas ruas, batendo panelas e expressando seu descontentamento. Vídeos verificados mostram manifestações em várias localidades, incluindo Mashhad e Tabriz, além de contramanifestações que ocorreram em apoio ao governo. O líder supremo, Ali Khamenei, reafirmou sua posição e advertiu contra os “sabotadores”, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação a escalada de violência e as consequências para os direitos humanos.
As repercussões desse movimento podem ser significativas, já que o Irã enfrenta uma crescente pressão interna e externa. A ONU restabeleceu sanções relacionadas ao programa nuclear do país, e líderes ocidentais condenaram a violência contra os manifestantes. A situação permanece tensa, com a possibilidade de novos confrontos entre manifestantes e forças de segurança, enquanto a sociedade civil busca mudanças em um contexto de repressão e censura.

