Na quinta-feira, a internet foi cortada em grande parte do Irã, marcando um dos mais severos apagões enfrentados pelo país em anos, após dias de intensos protestos contra o governo. Apesar da situação crítica, um pequeno grupo de iranianos ainda consegue enviar fotos e vídeos para o exterior, revelando a gravidade dos eventos. Um canal de Telegram, Vahid Online, divulgou imagens de corpos em Kahrizak, nos arredores de Teerã, e vídeos de manifestantes gritando ‘morte a Khamenei’ durante um funeral.
O apagão da internet ocorre em um contexto de crescente repressão às vozes dissidentes, onde as autoridades tentam silenciar qualquer forma de protesto. A capacidade de alguns indivíduos de contornar as restrições e compartilhar informações é crucial para a visibilidade internacional da luta por direitos e liberdades no Irã. A situação se torna ainda mais alarmante à medida que os relatos de violência e repressão se intensificam, colocando em risco a vida de quem busca se manifestar.
Estas ações têm implicações significativas, não apenas para os cidadãos iranianos, mas também para a percepção global sobre a repressão no país. Com a continuidade dos protestos e a possibilidade de uma resposta governamental mais severa, a resistência de um pequeno grupo de iranianos destaca a luta pela liberdade de expressão. O futuro do movimento de protesto ficará em foco, à medida que as vozes que ainda conseguem se fazer ouvir buscam apoio internacional.

