Iraniano condenado à morte é executado sem defesa e despede-se da família

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Erfan Soltani, um jovem de 26 anos, está programado para ser executado no dia 14 de janeiro de 2026, no Irã, após ser condenado por Moharebeh, um crime que envolve a inimizade contra Deus. Ele foi preso em sua residência em Kurtis no último dia 8, durante protestos que têm ocorrido em todo o país, refletindo a insatisfação popular com o regime atual.

As organizações de direitos humanos relatam que Soltani enfrentou um julgamento apressado, sem a presença de advogados, e sem acesso a direitos básicos, gerando preocupação sobre a transparência do processo. Sua família teve apenas 10 minutos para se despedir dele antes da execução, e a irmã, advogada, tentou legalmente impedir a pena de morte, mas sem sucesso. Além disso, as autoridades iranianas ameaçaram os familiares caso se manifestassem publicamente sobre o caso.

A situação de Erfan é um reflexo mais amplo da repressão do governo iraniano, que tem intensificado a violência contra manifestantes. Desde o início das atuais manifestações em dezembro, mais de 600 pessoas foram mortas, e o regime não mostra sinais de recuo. O bloqueio da internet, implementado pelas autoridades, também dificulta a mobilização e a comunicação entre os cidadãos, intensificando a tensão no país.

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