Em meio a crescentes tensões, o chanceler do Irã, Abbas Araqchi, declarou em 12 de janeiro que o país está tanto pronto para a guerra quanto para negociações. A declaração ocorre após os Estados Unidos reiterarem ameaças de intervenção militar em resposta à repressão violenta a protestos que já resultaram em pelo menos 192 mortes. As manifestações, que começaram por questões econômicas, evoluíram para um movimento contra o regime teocrático vigente desde 1979.
As autoridades iranianas convocaram contramanifestações em apoio ao governo, enquanto a ONG Iran Human Rights (IHR) alertou sobre o número elevado de mortos e detenções. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã deseja negociar, mas não descartou ações militares. O contexto se agrava com a declaração de luto nacional pelo governo, que tenta mostrar controle sobre a situação, apesar das crescentes críticas internas e externas.
Com a situação cada vez mais tensa, o futuro das relações entre Irã e Estados Unidos permanece incerto. As manifestações refletem um descontentamento profundo com o regime, que pode enfrentar desafios ainda maiores se as reivindicações populares não forem atendidas. O Irã, embora afirmando não querer guerra, reafirma sua prontidão para defender sua soberania diante das ameaças internacionais.

