O Irã anunciou neste domingo a reabertura parcial do acesso à internet, após um bloqueio que durou dez dias em meio a protestos massivos. A ONG Netblocks relatou um aumento significativo no tráfego de serviços online, como o Google, indicando que o acesso é restrito e filtrado. Esta medida ocorre após o governo ter fechado escolas e cortado comunicações desde o início das manifestações em 28 de dezembro, que questionam o regime autocrático.
O governo iraniano busca demonstrar controle sobre a situação, mas enfrenta desafios crescentes, com denúncias de milhares de mortos nas manifestações, conforme relatado pela Iran Human Rights. O presidente iraniano fez declarações severas em resposta a comentários do presidente dos Estados Unidos, insinuando que ataques ao governo seriam considerados como uma guerra total. Enquanto isso, o número real de vítimas pode ser ainda maior do que as estimativas informadas, dificultando a verificação independente devido ao bloqueio da internet.
As repercussões dos protestos se estendem além das fronteiras do Irã, com manifestações de solidariedade ocorrendo em várias cidades ao redor do mundo. A repressão violenta foi descrita por grupos de direitos humanos como um massacre, e o governo promete julgamentos rápidos para aqueles considerados responsáveis por incitação à violência. O futuro das mobilizações populares no Irã e a resposta internacional permanecem incertos, mesmo com a reabertura gradual da internet.

