Cerca de 2.000 pessoas, entre elas membros das forças de segurança, perderam a vida em protestos no Irã, conforme divulgou uma autoridade local nesta terça-feira. Este é o primeiro reconhecimento oficial de tal magnitude em meio a uma repressão violenta que perdura há duas semanas. As autoridades afirmam que ‘terroristas’ estariam por trás das mortes, embora não tenham detalhado quem seriam os envolvidos.
A agitação popular no Irã é impulsionada por condições econômicas severas e representa um dos maiores desafios para o governo desde a Revolução Islâmica de 1979. As autoridades tentam balancear a legitimação dos protestos, que refletem descontentamento econômico, com uma repressão severa. Além disso, acusam potências estrangeiras, como os EUA e Israel, de incitar os conflitos, atribuindo a eles o rótulo de ‘terroristas’.
Organizações de direitos humanos já relataram centenas de mortes e milhares de detenções, enquanto as restrições à comunicação, incluindo apagões na internet, dificultam o fluxo de informações. A situação gera preocupações sobre a escalada da violência e a capacidade do governo em lidar com a crescente insatisfação popular, levantando questões sobre o futuro político do país.

