Irã promete acelerar julgamentos de manifestantes, desafiando Trump

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

O chefe do judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni-Ejei, declarou que os julgamentos de manifestantes detidos durante os protestos em todo o país serão acelerados, em resposta às crescentes tensões com os Estados Unidos. As declarações ocorreram durante uma visita a uma prisão em Teerã, onde o juiz enfatizou a necessidade de rapidez nas ações legais e a realização de julgamentos públicos. Esta posição se dá no contexto de ameaças do presidente Donald Trump, que prometeu ‘ações muito severas’ caso o Irã comece a executar os detidos.

As autoridades iranianas enfrentam críticas internacionais à medida que relatos indicam um aumento no número de detenções e mortes entre os manifestantes. A Agência de Notícias de Direitos Humanos (HRANA) reportou a detenção de mais de 18 mil pessoas e um número crescente de mortos durante os protestos, que começaram em resposta à crise econômica. A crescente repressão e os possíveis julgamentos em massa geram preocupações sobre a violação de direitos humanos e instabilidade na região.

As implicações dessa situação são profundas, com o Irã desafiando diretamente a pressão externa, especialmente dos EUA. A resposta de Trump à repressão pode incluir sanções adicionais e uma escalada militar, o que poderia exacerbar ainda mais as tensões. O futuro dos protestos e a possibilidade de ações severas contra os manifestantes permanecem incertos, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa crise.

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