Nesta quarta-feira (28), o Irã descartou o início de negociações com os Estados Unidos, citando a continuidade das ameaças por parte do governo americano. O presidente Donald Trump não excluiu a possibilidade de uma intervenção militar em resposta à violenta repressão dos protestos que abalaram o país. O governo iraniano busca apoio diplomático em meio a essa escalada de tensões, após o deslocamento de um porta-aviões dos EUA para a região.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a diplomacia não pode ser conduzida sob ameaças militares, enfatizando que a continuidade das exigências americanas impede qualquer diálogo. Com mais de 6.200 mortes confirmadas nos protestos, a situação no Irã se agrava, e a falta de acesso à informação dificulta uma avaliação precisa do cenário. Ao mesmo tempo, ativistas e grupos de direitos humanos denunciam a repressão violenta por parte das forças de segurança.
As implicações dessa crise são profundas, não apenas para o Irã, mas também para a estabilidade na região. Enquanto o governo iraniano busca apoio de nações árabes, como Catar e Arábia Saudita, as autoridades americanas ponderam ações militares. A pressão internacional sobre o Irã aumenta, e a possibilidade de um conflito armado se torna mais real, refletindo a fragilidade da situação política e social no país.

