No dia 8 de janeiro, um médico em uma cidade de médio porte no Irã, identificado como Dr. Ahmadi, recebeu mensagens de colegas preocupados com a situação dos feridos em protestos. Desde o início da semana, a população havia saído às ruas, enfrentando uma repressão violenta por parte da polícia, que utilizou bastões e armas de fogo. De acordo com relatos, muitos jovens feridos evitavam buscar tratamento em hospitais, temendo que isso resultasse em sua identificação e prisão.
Testemunhos de profissionais da saúde, incluindo funcionários de necrotérios e cemitérios, indicam um esforço significativo do governo para encobrir a suposta morte em massa de manifestantes. A situação levanta questões graves sobre a transparência e a violação dos direitos humanos no Irã, à medida que as autoridades parecem controlar a narrativa sobre os eventos. A resistência dos feridos em procurar ajuda médica destaca o clima de medo e repressão que permeia o país.
As implicações deste cenário são profundas, pois sugerem uma tentativa do estado de minimizar a gravidade da crise e os custos humanos dos protestos. A falta de dados confiáveis sobre o número de vítimas pode levar a uma resposta internacional mais intensa e à pressão por reformas. À medida que a situação evolui, a atenção global se volta para a necessidade de proteção dos direitos humanos e pela liberdade de expressão no Irã.

