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Irã endurece postura diante de protestos após ameaças de Trump

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

Na última segunda-feira (5), a justiça iraniana declarou que não demonstrará ‘nenhuma indulgência’ com os ‘arruaceiros’ que participam dos protestos em curso no país. Os protestos, que começaram em 28 de dezembro, inicialmente abordavam o aumento do custo de vida, mas rapidamente se transformaram em manifestações de descontentamento político, atingindo pelo menos 45 cidades, principalmente na região oeste do Irã.

O chefe do poder judicial, Gholamhossein Mohseni Ejei, ordenou a ação rigorosa contra os manifestantes, ao mesmo tempo em que afirmou que a República Islâmica está disposta a ouvir as demandas da população. A mobilização de segurança se intensificou em Teerã, com a presença de policiais em locais estratégicos e a apreensão de armamentos por parte das autoridades, aumentando a preocupação com a violência durante os protestos.

As ameaças do presidente americano Donald Trump, que afirmou que o Irã enfrentaria consequências severas se a repressão resultasse em mortes, adicionam uma camada de complexidade à situação. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também expressou a necessidade de garantir que todos possam se manifestar pacificamente, enfatizando a urgência de evitar mais vítimas em meio a um cenário já conturbado.

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