Irã é acusado de executar jovem manifestante por Israel

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

No último domingo, 18 de janeiro, Israel informou que o Irã teria executado o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos. A denúncia foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores israelense em uma publicação em farsi, destacando que o jovem teria sido brutalmente assassinado enquanto estava sob custódia da República Islâmica. Soltani tornou-se um símbolo dos protestos que têm ocorrido no país, e sua morte foi confirmada por um parente próximo.

O governo iraniano deteve Soltani por acusações de conluio contra a segurança interna e propaganda contra o regime, crimes que, segundo a mídia estatal, não preveem a pena de morte. No dia 15 de janeiro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia afirmado que não haveria execuções em breve, em resposta a críticas sobre a repressão aos protestos que eclodiram desde o final de dezembro. As estimativas indicam que milhares de pessoas podem ter morrido durante os confrontos, variando de 2 mil a 12 mil.

A acusação de Israel traz à tona a possibilidade de intervenções internacionais, especialmente após declarações dos Estados Unidos sobre a disposição de intervir militarmente caso as execuções de manifestantes sejam confirmadas. A situação no Irã continua a ser monitorada de perto por líderes globais, dada a crescente tensão e os apelos por direitos humanos no país. O desdobramento desse caso poderá impactar as relações internacionais e a dinâmica interna da República Islâmica.

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