Irã é acusado de ‘campanha de vingança’ contra médicos que tratam manifestantes

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

No Irã, médicos estão sendo presos por prestarem atendimento a manifestantes feridos durante a repressão violenta às protestos contra o regime. Entre os detidos, um cirurgião enfrenta a possibilidade de pena de morte, suscitando alarmes sobre a violação dos direitos humanos no país. O Departamento de Estado dos EUA exige a libertação de todos os profissionais de saúde que foram detidos por suas ações humanitárias.

Organizações de direitos humanos denunciam que as prisões refletem uma campanha de ‘vingança’ contra os trabalhadores da saúde que se recusaram a ignorar a situação crítica dos feridos. Muitos médicos e enfermeiros estabeleceram centros de tratamento improvisados para ajudar aqueles que foram baleados ou esfaqueados durante os confrontos. Essas ações, no entanto, estão sendo punidas severamente pelo governo, que busca silenciar qualquer forma de ajuda aos manifestantes.

As implicações dessas detenções podem ser profundas, afetando não apenas a saúde pública, mas também a confiança da população nos serviços médicos. A repressão a médicos pode gerar um ambiente ainda mais hostil para a assistência humanitária, levando a um aumento no número de mortes e ferimentos entre os manifestantes. A pressão internacional poderá ser crucial para que a situação mude e que as autoridades iranianas reconsiderem sua postura em relação aos trabalhadores da saúde.

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