Irã convoca embaixadores europeus após apoio a protestos contra governo

Amanda Rocha
Tempo: 1 min.

Em 12 de janeiro de 2026, o Irã convocou os embaixadores da Alemanha, França, Itália e Reino Unido em resposta ao apoio de seus países aos protestos populares contra o regime dos aiatolás. Durante a reunião, os diplomatas assistiram a um vídeo que mostrava os danos provocados pelos manifestantes e foram instados a retirar as declarações de apoio de seus governos, em meio ao aumento da violência no país.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, expressou preocupação sobre o caráter violento dos protestos, sugerindo que poderiam servir como pretexto para uma intervenção externa, especialmente dos Estados Unidos. Apesar das tensões, ele assegurou que a situação estava sob controle, embora a ONG Iran Human Rights tenha reportado a morte de pelo menos 648 manifestantes em 16 dias de protestos, incluindo nove menores de idade.

A resposta internacional se intensifica, com a China condenando a interferência estrangeira e instando à paz no Oriente Médio. O Parlamento Europeu, por sua vez, decidiu proibir a entrada de diplomatas iranianos em suas dependências, reforçando sua posição contra o regime. Este cenário levanta preocupações sobre a estabilidade na região e a possibilidade de um agravamento da crise humanitária no Irã.

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