Em um comunicado feito em 14 de janeiro de 2026, o chefe do Judiciário do Irã, Gholamhossein Mohseni-Ejei, declarou que os detidos durante os recentes protestos enfrentarão julgamentos rápidos e possíveis execuções. O anúncio foi realizado em um contexto de crescente repressão, com mais de 2.500 mortes registradas, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A situação se torna ainda mais alarmante diante de um alerta emitido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre os eventos no país.
Os protestos no Irã, que têm gerado uma forte resposta das forças de segurança, resultaram em um número de mortos que supera qualquer outra agitação no país em décadas. O clima de tensão é palpável, com a realização de funerais em massa para membros das forças de segurança que pereceram durante as manifestações, atraindo milhares de enlutados. A população, temerosa, observa a presença de forças de segurança à paisana ainda nas ruas, apesar do recuo aparente das forças anti-motim.
As promessas de julgamentos e execuções rápidas levantam sérias preocupações sobre os direitos humanos no Irã e indicam um endurecimento da postura do governo frente à dissidência. A situação continua a se deteriorar, refletindo um cenário de instabilidade que pode ter repercussões significativas tanto internamente quanto nas relações internacionais do país. O futuro dos protestos e da resposta governamental permanecerá em foco, à medida que a comunidade global observa atentamente os desdobramentos.

