As autoridades iranianas relaxaram, mas não eliminaram, as restrições à internet, em resposta ao aumento dos custos associados ao blackout mais severo já imposto pelo regime. Especialistas afirmam que a conectividade permanece desigual, indicando que o governo está tentando controlar e filtrar o acesso à informação. As perdas financeiras decorrentes dessa situação estão estimadas em 36 milhões de dólares por dia, o que ressalta a gravidade da crise.
A análise de Doug Madory, diretor de análise de internet na Kentik, destaca que a conectividade no país apresenta um verdadeiro mosaico, onde muitos usuários enfrentam um serviço degradado. Essa situação sugere que o regime está desenvolvendo um sistema de bloqueio de conteúdo de forma experimental, testando diferentes abordagens para controlar o fluxo de informações. O impacto dessa estratégia sobre a sociedade iraniana é profundo, pois limita o acesso à informação e à comunicação.
Com a pressão crescente sobre as autoridades para restaurar um acesso à internet mais normalizado, a situação pode levar a um aumento das tensões entre o governo e a população. A continuidade desse blackout e as tentativas de controle da informação levantam questões sobre a liberdade de expressão e os direitos digitais no Irã. O desdobramento dessa crise pode influenciar não apenas a política interna, mas também as relações internacionais do país.

