Irã afirma que manifestante Erfan Soltani não será executado

Isabela Moraes
Tempo: 1 min.

Erfan Soltani, detido durante os protestos no Irã, não enfrentará a pena de morte, conforme informou o Poder Judiciário nesta quinta-feira, 15. A corte esclareceu que o jovem não foi condenado e que, se fosse, a punição seria apenas prisão, desmentindo rumores sobre uma execução iminente, amplamente divulgados por ONGs e autoridades norte-americanas.

As manifestações que tomaram o Irã inicialmente surgiram em resposta ao aumento do custo de vida, mas rapidamente se transformaram em um movimento amplo contra o regime teocrático no poder desde 1979. Grupos de direitos humanos denunciam que a repressão tem sido severa, com cortes de internet prolongados e ações violentas das forças de segurança que resultaram em milhares de mortos e detenções.

A situação de Soltani é emblemática das tensões entre a população e o governo iraniano, que prometeu julgamentos rápidos para os detidos. Embora a execução do manifestante tenha sido adiada, a pressão internacional sobre o regime iraniano cresce, e a situação pode se agravar à medida que as mobilizações continuam e a comunidade global observa atentamente.

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