O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma variação de 0,33% em dezembro de 2025, superando a taxa de 0,18% registrada em novembro. Com isso, a inflação acumulada para o ano fechou em 4,26%, abaixo das expectativas que previam uma taxa de 4,30%. O resultado, que se encontra dentro do teto da meta de inflação, reflete uma estabilização relativa nos preços ao consumidor.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento nos preços da Habitação foi o principal fator para o índice, com uma alta significativa de 6,79% em 2025, impactando em 1,02 ponto percentual na inflação. Outros grupos que contribuíram para a elevação foram Educação, Despesas pessoais e Saúde, representando juntos cerca de 64% da inflação acumulada no ano. Este cenário demonstra uma pressão inflacionária especialmente em setores essenciais da vida cotidiana.
Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, ressaltou que a inflação de 2025 é a quinta menor desde o início da série histórica com o Plano Real, há 31 anos. O grupo de Alimentação e bebidas, que exerce grande influência sobre o índice, desacelerou consideravelmente, passando de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. A queda nos preços da alimentação no domicílio, que acumulou seis meses consecutivos de retração, sugere um alívio nas pressões inflacionárias para o futuro próximo.

