Nos dias 26 e 27 de janeiro de 2026, a Polícia Federal ouviu nove investigados no caso do Banco Master, provocando desespero e indignação entre os alvos da investigação. Defensores da família Vorcaro e de outros mencionados no processo afirmam que não foram notificados e não têm acesso a informações sobre o caso, que está sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa situação traz à tona preocupações sobre os direitos de defesa dos envolvidos, que se sentem cerceados em suas opções legais.
Os advogados dos investigados estão agora deliberando sobre como proceder, considerando se devem acionar o STF para obter prazos adicionais ou aconselhar seus clientes a permanecer em silêncio. A última alternativa, segundo os defensores, seria contestar diretamente o STF, o que pode ser visto como uma medida extrema em um cenário já delicado. A falta de comunicação e transparência na investigação contribui para um clima de tensão e incerteza entre os alvos da apuração.
As investigações da Polícia Federal não se limitam a um único aspecto, abrangendo crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, com um valor que chega a 12 bilhões de reais. Além disso, outras operações relacionadas ao Banco Master estão em andamento, resultando no bloqueio de mais de 5 bilhões de reais. O desfecho dessa apuração pode ter implicações significativas não apenas para os investigados, mas também para o sistema financeiro nacional como um todo.

