A investigação sobre as suspeitas de irregularidades na compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) entrou em uma fase crucial. A Polícia Federal iniciou a coleta de depoimentos de oito investigados, incluindo diretores e executivos de ambos os bancos, como parte da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro. Os depoimentos estão sendo realizados por videoconferência ou no Supremo Tribunal Federal, conforme determinação do relator, o ministro Dias Toffoli.
Desde a prisão do controlador do Banco Master, a situação se intensificou com a liquidação do banco decretada pelo Banco Central e disputas sobre a condução do inquérito. A expectativa é que a PF aprofunde as investigações sobre a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas e um esquema que inflou artificialmente o patrimônio do Banco Master em R$ 11,5 bilhões. O cronograma de depoimentos foi alterado para concentrar as oitivas em dois dias, evidenciando a urgência da apuração.
O desenrolar deste caso pode impactar significativamente o setor bancário brasileiro, especialmente em relação à confiança nas instituições financeiras. A condução da investigação tem sido marcada por embates jurídicos, com o diretor-geral da PF afirmando que o inquérito transcorre em regularidade, apesar das alegações de interferência. As decisões do STF e as ações da Polícia Federal nos próximos dias serão cruciais para determinar as consequências legais e regulatórias para os envolvidos.

