A servidora da Câmara, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, está sob investigação da Polícia Federal devido ao seu papel no manejo do orçamento secreto. Em dezembro de 2025, a PF desencadeou operações após acusações de que Tuca direcionava emendas de forma não técnica, sem atender a critérios republicanos. Sua proximidade com figuras políticas influentes, como Arthur Lira e Hugo Motta, destaca a complexidade do caso.
Tuca, que atuava como uma figura central nas reuniões da Esplanada dos Ministérios, registrava suas atividades meticulosamente, o que levanta questionamentos sobre sua conduta. A decisão do ministro Flávio Dino de afastá-la do cargo gerou uma onda de apoio entre deputados, que consideram a ação um ataque à autonomia da Câmara. A investigação revela uma crise de confiança entre parlamentares, preocupados com as possíveis implicações para suas emendas.
Os desdobramentos dessa investigação podem impactar a relação entre o Executivo e o Legislativo, especialmente em um momento em que a gestão busca reorganizar sua relação com o Congresso. Há uma pressão crescente para que Tuca retorne ao cargo, evidenciando o apoio que ela mantém entre os deputados. O caso ilustra as tensões em torno do uso de recursos públicos e a responsabilidade dos parlamentares na alocação de verbas.

