A dívida dos Estados Unidos ultrapassa US$ 38 trilhões, e a recente intervenção militar na Venezuela, ordenada pelo presidente Trump, levanta preocupações sobre o impacto econômico dessa ação. Economistas afirmam que, embora os EUA não arcarem com os custos diretos da economia venezuelana, a operação poderá resultar em despesas significativas e pressionar ainda mais o déficit fiscal do país.
Analistas do banco UBS destacam que a situação fiscal dos EUA é uma preocupação central para investidores, especialmente em um contexto onde o déficit acumulado já alcançou US$ 439 bilhões no ano fiscal de 2026. O adiamento de aumentos de tarifas e outras políticas fiscais também exacerba a incerteza sobre a estabilidade financeira, o que pode impactar negativamente a confiança dos investidores. Em meio a essas mudanças, o custo da intervenção e os riscos associados tornam-se ainda mais críticos.
As implicações da intervenção militar na Venezuela podem ser vastas, variando de custos financeiros diretos a uma maior incerteza geopolítica. Especialistas alertam que, se a situação se agravar, os custos podem escalar para centenas de bilhões de dólares, semelhante ao que ocorreu no Iraque. Assim, a decisão de intervir não apenas afeta a política externa dos EUA, mas também a saúde financeira do país, elevando as dúvidas sobre sua confiabilidade como parceiro global.

