O Tribunal Superior da Inglaterra negou o pedido da mineradora BHP para recorrer da condenação relacionada ao desastre de Mariana, ocorrido em 2015. A decisão mantém o entendimento da primeira instância, que reconheceu a responsabilidade da empresa pelo rompimento da barragem de Fundão em novembro de 2025. A BHP, em nota, informou que buscará um recurso à Corte de Apelação e continuará sua defesa nas fases restantes do processo.
A sentença do tribunal britânico aponta que, embora a decisão possa ter repercussões para outras jurisdições, ela se fundamenta em questões de direito brasileiro. A BHP destacou que programas de indenização já foram implementados no Brasil e defende que o país é o local mais apropriado para garantir uma reparação justa às vítimas. Além disso, a mineradora afirmou que 240 mil autores da ação já assinaram acordos de quitação e foram indenizados, reduzindo o número de reclamantes na justiça britânica.
Com a continuidade do Novo Acordo do Rio Doce, firmado em 2024, a BHP, em conjunto com outras entidades, tem trabalhado para assegurar compensações adequadas no Brasil, onde mais de 610 mil pessoas já receberam indenizações ou auxílios financeiros emergenciais. A decisão do tribunal pode impactar a estratégia da empresa e o andamento das ações judiciais relacionadas ao desastre, refletindo a importância de assegurar justiça para os afetados pela tragédia.

