Inflamação bucal acelera danos cerebrais na doença de Parkinson, indica estudo

Rodrigo Fonseca
Tempo: 1 min.

Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP revela que a inflamação bucal, especificamente a periodontite, pode agravar os danos cerebrais associados à doença de Parkinson. A pesquisa, conduzida em modelo animal, demonstra que a inflamação crônica impacta negativamente a perda de neurônios essenciais para o controle motor, intensificando os sintomas da condição neurológica.

Os cientistas descobriram que mediadores inflamatórios liberados pela periodontite chegam à corrente sanguínea e ativam células do sistema imunológico no cérebro, provocando estresse oxidativo e acelerando a neurodegeneração. Os testes mostraram que animais com periodontite apresentaram um desempenho motor significativamente pior, além de maior perda neuronal e aumento da ativação de células inflamatórias no cérebro.

Os resultados sugerem que um controle eficaz da inflamação bucal pode ter um papel importante na redução da progressão da doença de Parkinson. Os pesquisadores estão iniciando novas investigações para testar intervenções terapêuticas, como o uso de compostos anti-inflamatórios, visando proteger os neurônios dopaminérgicos e melhorar a saúde cerebral a longo prazo.

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