Inflação na China atinge maior nível em 34 meses; deflação persiste

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A inflação anual dos preços ao consumidor na China subiu para 0,8% em dezembro de 2025, marcando o maior índice em 34 meses. Esse aumento, impulsionado por preços elevados de alimentos, ocorre em um cenário econômico desafiador, onde a deflação dos preços ao produtor continua a ser um problema persistente. Autoridades chinesas buscam maneiras de sustentar a demanda e alcançar a meta de crescimento de ‘cerca de 5%’ para 2025.

Apesar da alta da inflação, a economia de US$ 19 trilhões enfrenta sérios desequilíbrios. O aumento nos preços foi, em parte, resultado das políticas de estímulo e da resiliência nas exportações, mas a confiança do consumidor permanece baixa. As autoridades têm se comprometido a aumentar a renda e alinhar a oferta e a demanda, mas os resultados até agora têm sido modestos, com a inflação ainda abaixo da meta de 2% desejada.

Os especialistas alertam que, embora haja expectativas de recuperação, a fraqueza na demanda pode levar a um novo afrouxamento monetário em 2026. A situação continua desafiadora, com a deflação se mantendo por mais de três anos, o que pode impactar ainda mais o crescimento econômico do país. As medidas futuras do governo serão cruciais para determinar a trajetória econômica da China nos próximos meses.

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