Inflação de 2025 fecha dentro do teto, mas ultrapassa meta na maior parte do ano

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 9 de janeiro de 2026 que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 avançou 4,26%, encerrando o ano dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo governo. A meta central era de 3%, com um teto de 4,5%. Este resultado é significativo, considerando que desde 1999 a inflação já havia ultrapassado o limite em várias ocasiões, incluindo 2024, que fechou em 4,8%.

A nova metodologia de metas contínuas foi implementada em janeiro de 2025, após formalização pelo Conselho Monetário Nacional em junho de 2024. Essa mudança, proposta pelo ministro da Fazenda e pelo presidente do Banco Central, busca evitar que flutuações temporárias de preços, como os de alimentos e energia, comprometam a avaliação da política monetária. Embora o IPCA tenha encerrado o ano dentro da meta, permaneceu acima do teto em dez meses, evidenciando um cenário inflacionário desafiador.

A implementação do modelo contínuo de metas pode ter implicações significativas para a política econômica brasileira. Essa abordagem permite uma avaliação mais flexível da inflação, reduzindo a pressão sobre as autoridades monetárias em resposta a choques de preços temporários. Com o novo sistema, espera-se que o Brasil tenha um controle inflacionário mais eficaz, mas o desafio de manter a inflação dentro da meta continua, exigindo vigilância constante das autoridades econômicas.

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