O presidente do Inep, Manuel Palacios, declarou que não há erros nos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), apresentados em 20 de janeiro de 2026. A avaliação abrangeu 351 cursos de medicina no Brasil, com cerca de 30% deles apresentando desempenho insatisfatório, o que significa que menos de 60% dos alunos alcançaram a proficiência exigida.
Durante a entrevista, Palacios abordou as críticas de associações de faculdades privadas, que questionaram a discrepância entre os dados previamente comunicados e os resultados finais. Ele reconheceu que houve uma falha na comunicação interna, mas enfatizou que os dados utilizados para os cálculos dos conceitos Enade estavam corretos e que não afetaram a classificação dos cursos de medicina.
As inconsistências levantadas pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) geraram preocupações sobre a transparência e a segurança jurídica no processo. O Inep anunciou um prazo de cinco dias para que as instituições apresentem esclarecimentos sobre as avaliações. A situação poderá resultar em medidas cautelares, como restrições de vagas em cursos de medicina, caso os padrões de qualidade não sejam atendidos.

