A psicoterapeuta Susie Orbach argumenta que as indústrias alimentícia, de beleza e farmacêutica estão prejudicando a autoimagem das pessoas. Em um artigo publicado, Orbach destaca que o uso crescente de medicamentos para emagrecimento GLP-1 pode oferecer um alívio temporário, mas, ao mesmo tempo, perpetua padrões de beleza prejudiciais e uma relação problemática com os corpos. Essa dinâmica reflete uma longa história de expectativas sociais sobre a aparência, especialmente entre as mulheres.
Orbach menciona que, há cinquenta anos, começou a observar a pressão sobre as mulheres para se adequarem a padrões de beleza estritos. Apesar de algumas jovens se rebelarem contra essas exigências, a indústria da dieta e da beleza continua a promover uma imagem de corpo idealizada que afeta negativamente a autoimagem feminina. A nova onda de medicamentos GLP-1, promovida nas redes sociais, pode criar uma falsa sensação de controle sobre os desejos alimentares, mas não aborda as questões subjacentes de autoestima.
As implicações dessa situação são preocupantes, pois o uso dos medicamentos pode se tornar um paliativo temporário, sem resolver os problemas de autoaceitação. Orbach alerta que a dependência dessas soluções farmacêuticas pode aprofundar a insatisfação com a própria imagem e alimentar um ciclo vicioso. Nesse contexto, é fundamental promover uma reflexão crítica sobre os padrões de beleza impostos e buscar alternativas que valorizem a saúde mental e a aceitação dos próprios corpos.

