Billy Long, ex-congressista do Missouri e indicado por Donald Trump para embaixador na Islândia, se desculpou por uma piada que fez sobre o país se tornar o 52º estado dos EUA. A declaração, feita durante uma conversa com legisladores, gerou indignação entre os islandeses e rapidamente se transformou em um pedido formal para que sua nomeação fosse rejeitada, com quase 4.000 assinaturas em uma petição que circula no país.
Long afirmou que suas palavras não tinham nada de sério, mas muitos consideraram a piada desrespeitosa, especialmente em um contexto em que a Islândia se orgulha de sua história de luta pela liberdade. O Ministério das Relações Exteriores da Islândia contatou a embaixada dos EUA para obter esclarecimentos sobre os comentários, demonstrando a gravidade da situação. A repercussão da piada reflete a sensibilidade das questões geopolíticas atuais, especialmente relacionadas às ameaças de anexação da Groenlândia por Trump.
As tensões aumentam à medida que a Groenlândia e outros países europeus reagem às ameaças de Trump, levando a uma declaração conjunta em defesa da soberania da ilha. O primeiro-ministro da Groenlândia destacou que, em caso de uma escolha entre os EUA e a Dinamarca, a preferência seria pela Dinamarca, evidenciando a complexidade das relações na região. O incidente também cria um cenário delicado para Long, que agora enfrenta pressão significativa para demonstrar respeito pelas nações que representa.

