Incerteza econômica cresce em janeiro devido a tensões globais, diz FGV

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Em janeiro de 2026, o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 12,6 pontos, alcançando 117,1 pontos, o maior patamar desde abril de 2025. O indicador de médias móveis trimestrais também registrou um avanço, chegando a 109,7 pontos. Essa elevação foi impulsionada por tensões geopolíticas e geoeconômicas, destacando a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela como um fator chave.

A economista Anna Carolina Gouveia, do FGV Ibre, observou que a intensificação de políticas tarifárias unilaterais pelos EUA e a escalada das tensões com líderes europeus em relação à Groenlândia contribuíram para um cenário global de instabilidade. A combinação desses fatores resultou em um aumento significativo da incerteza, que se refletiu no componente de Mídia do IIE-Br, agora no maior nível desde 2021. Em contraste, o componente de Expectativas teve uma queda, indicando uma redução na incerteza sobre previsões econômicas para os próximos 12 meses.

Gouveia prevê que o elevado nível de incerteza pode persistir nos próximos meses, dependendo da evolução das tensões internacionais e da proximidade das eleições presidenciais no Brasil. Este cenário exige atenção dos analistas e formuladores de políticas, pois a instabilidade global pode impactar diretamente a economia brasileira e suas perspectivas futuras. Assim, o ambiente econômico continuará desafiador para investidores e cidadãos brasileiros.

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